quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Cantiga para o meu amor


Minha menina de trança
quando a lua cheia sair
ciranda vai fazer festa
para alegrar seu coração
cantar uma cantiga
versejar em prosa
dizer que o amor é tanto
que o cravo não brigou
com a rosa

e como você está bonita
vestido rodado e florido
passando pelo jardim
e os meus olhos a duvidar
se a rosa é a que estava
ou a flor que vai passar
perfume suave que vem
no meu lindo buquê em você
tanto amor tanto amar

mas quanta felicidade
nesse meu coração infantil
pois basta chegar a tarde
e ele faz que sumiu
e vai voando pra pracinha
amar a mulher que é minha
jogar um poema na face
amar a vida inteirinha

doce amor que existe
nessa infância que persiste
pois amar para o tempo
e o cirandar ainda insiste
vamos meu amor rodar
deixe a vida também dançar
e se tudo é alegria
então vamos namorar.


Rangel Alves da Costa

Poeta e cronista
e-mail: rangel_adv1@hotmail.com
blograngel-sertao.blogspot.com

Felicitações


Filipenses 1:9-18

E também faço esta oração: que o vosso amor aumente mais e mais em pleno conhecimento e toda a percepção. —Filipenses 1:9

Êxodo 31–33
Mateus 22:1-22

Em Singapura, os jantares sociais e de negócios na época do Ano Novo Chinês geralmente começam com um prato que consiste de saladas, molhos, picles e peixe cru. O nome do prato, Yu Sheng, é um trocadilho que soa como “ano da prosperidade”. É tradição os participantes misturarem as saladas juntos. Enquanto o fazem, repetem-se algumas frases para trazer prosperidade.

Nossas palavras podem expressar o que desejamos aos outros para o ano vindouro, mas elas não podem trazer prosperidade. A questão importante é — o que Deus quer ver em nós no ano que se aproxima?

Em sua carta aos filipenses, Paulo expressou seu desejo e oração para que o amor deles “…aumente mais e mais em pleno conhecimento e toda percepção” (Filipenses 1:9). A igreja tinha sido uma grande torre de suporte para ele (v.7), e mesmo assim os estimulou a continuar crescendo em amor uns com os outros. Paulo não estava falando sobre conhecimento intelectual, mas conhecimento de Deus. O amor para com os outros começa com um relacionamento íntimo com Ele. Com um conhecimento mais completo do Senhor, podemos então discernir entre o certo e o errado.

Felicitar os outros pelo novo ano é bom. Porém, nossa oração sincera deve ser para que cresçamos em amor, para que estejamos “…cheios do fruto da justiça […] para a glória e louvor de Deus (Filipenses 1:11).

As pessoas que têm coração para Deus o têm para pessoas também.
3 de fevereiro de 2011

C. P. Hia

publicado no devocionário nosso andar diário 1º trimestre de 2011

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

UM ANO DO BLOG DO ISRAEL BATISTA



Há um ano eu decidia escrever um blog, iniciar essas postagens, mostrando para o mundo os meus sentimentos, literários, cristãos, filosóficos. Enfim postar o que eu gostava de ler, dentre aos quais divulguei alguns poetas aqui de nossa cidade, que não tinha seus trabalhos conhecido no mundo. Aproveitando esse primeiro aniversário, para agradecer aos colaboradores que me ajudaram nesse período. Klébia Fiúza que me enviou diretamente de Portugal lindos textos, o começo da minha internalização do blog, a Magnólia Fiúza que também enviou textos, Antonio Morais que liberou o seu blog para copiar os seus textos do blog do Sanharol, a Nanny Almeida que muito me incentivou, hoje ela não é ativa mas sua parcela foi muito importante. Sem esquecer o Devocionário nosso andar diário, pertecente ao MINISTÉRIO RBC que liberou o seu devocionário para todos os dias eu levar a palavra de Deus aos leitores,ao Raimundinho Piau pelos poemas que também me enviou para o meu blog, e a cada um dos blogs que me liberam seus textos durante o dia para que engrandeça o meu blog. aos 184 seguidores agradecer pela paciência de lerem esse blog Deus vos abençoe ricamente. Queria dizer que não sei se nesse ano eu cheguei a agradar a todos, se cheguei digo que estou tentando fazer o meu melhor, se não cheguei a agradar peço o meu perdão, pois confesso que as minhas intenções foram a melhor possível. Esse pequeno texto é pra não passar em branco esse dia que meu blog completa um ano, um ano no ar levando as coisa que acho interessante. Agradeço a todos pela paciência de ter me aturado nesses doze meses abraços e que Deus abençoe a todos vocês dando-lhes ricas bençãos em vossos lares.

Israel Batista

DA MINHA LOUCURA


Que minha fúria de escrever

Seja apenas cigana mentira de mim

Que não seja profecia de nenhum

Que mereça mais que palavras escritas

Tem que ser recitada, falada

Que algum Bojar, ou Alexandres

Se arrepie na boca e vá além das palavras

Sangue misturado com lagrimas

Sou filho de um dicionário barato e antigo

Sem nenhuma regra de acentuação

Sou calado pela ansiedade que me interrompeu

Intrometida calma que se foi, para nunca mais voltar



Já me refiz sozinho para ninguém meter os dedos na minha loucura

Sou a terceira pessoa, a segunda e o primeiro para mim e de mim mesmo.

Sou o filho indesejado, não do parto ou gestação

Mas do crescido que me tornei

Renitente e sem asas que voa por ai.

Sem chão, nem teto... sem rumo.

Filho do mundo por opção

Olhar serrado de Deus

Abranjo com meus próprios erros

Das decisões que os outros tomam pra seguir.



Eu já chorei em janelas sem nenhuma paisagem

Por imaginar a melhor de uma delas

Já reguei plantas mortas e secas

Já rasguei folhas em branco por não ter poesias.

Andar na contra-mão para todos me olharem de frente

Mas nada adianta nada... nessa vivacidade loucura

Ela tem que ser vivida, cumprida e larga

Onde não caberão mais palavras, sorrisos amarelados

Quero a sinceridade da psicologia que não me explica

A falta da Fé de quando estou ajoelhado

A resposta das perguntas que me faço aos milhares



Chega de poesia barata e acentuada

Quero a mentira ilusionada da felicidade

As promessas cumpridas antes mesmo de feitas

Vou fumar até que um Santo apague meus cigarros.

Uma aurora boreal a cada milésimo de segundo

Quero ver Deus e o Diabo brigarem embaixo do meu nariz

As explicações do monstro que vejo no mesmo espelho.

Um parto acontecendo ao inverso para compreender a Vida.

E pelo menos uma, apenas uma declaração sincera

Seja de Amor ou de despedida.



(Fredericco Baggio)
http://abismodeletras.blogspot.com/

Alucinação


Contemplando um céu bem estrelado
Encontrei entre os astros teu sorriso
O contorno do rosto bem preciso
E a lua estava ao teu lado
Parecia estar alucinado
Ao ver algo que não era possível
Ver teu rosto no céu é muito incrível
Mas eu creio que na realidade
Foi um surto que eu tive de saudade
Que me fez ver uma coisa impossível

Paulo Viana

http://falaportal.blogspot.com

O menino e as pegadas...


Vai andando o menininho
com seus rastros a deixar
na areia da praia, de mansinho
vai pensando no que irá brincar!

Segue, anda, vai em frente
tantas coisas a sonhar
que encontre logo adiante
tudo que está a desejar!

chica
http://sementinhasparacriancas.blogspot.com

Zé do Telhado


O Zé do Telhado é o meu gato preferido. E suponho que, para ele, também sou a pessoa preferida. Pois é: somos dois bons amigos.
Além de amigos, somos vizinhos. Ele mora uns metros acima da minha casa, no telhado do prédio, onde ocupo o último andar. Tem lugar privativo junto à chaminé que é o sítio mais quente. Na Primavera, no Verão e no Outono, o telhado é para ele casa, jardim, passeio, miradoiro.
No Inverno, pede-me hospedagem. E, sempre que chove, vem fazer-me uma visitinha, como quem não quer a coisa. Tenho sempre um pratinho de fiambre para o receber.
Entra-me pela janela da trapeira. Quando a janela não está aberta, tem maneira de chamar a atenção, raspando as unhas nos vidros da clarabóia, o que provoca um ruído fininho de arrepiar. Vou logo abrir-lhe a janela.
Ele anda na sua vida e eu na minha, mas gosta de saber-me em casa. Nos dias em que sua excelência prefere o telhado, vai não vai passa rente à trapeira e, muito descaradamente, espreita para dentro. Se me vê, debruçado à secretária, a trabalhar, o Zé do Telhado descansa e segue telhas adiante.
Há dias, houve um grande desastre. Exactamente o que imaginam: o Zé do Telhado caiu do telhado ao pátio. Altura de três andares, sem asa-delta. Nem pára-quedas. Um baque e tanto.
Andavam a arranjar as antenas de televisão. Rolos de fio, ferramentas e confusão a mais, em território de gato pouco dado a novidades. Ainda por cima vinham pôr um prato de antena parabólica, junto à chaminé. Que afronta!
O Zé do Telhado sobressaltou-se, indignou-se, desequilibrou-se e... foi parar ao rés-do-chão.
Dizem que os gatos têm sete bofes ou sete vidas. Mas só têm quatro patas. O Zé do Telhado partiu duas.
O veterinário onde o levei cuidou dele com todo o esmero e o Zé pouco se queixou.
Queixou-se, depois, já em minha casa, quando se viu com as patas presas a duas talas com ligaduras e proibido de saltar para o telhado. Janelas todas fechadas.
Mia, desesperado, pela casa toda. Gatos e mais gatos espreitam pelos vidros da janela da trapeira, à procura dele. Hão-de estranhar-lhe a falta.
Estamos em pleno Verão e eu não posso abrir as janelas. O calor é sufocante deste terceiro andar batido pelo sol e eu suo em bica. Mais vou suar até o Zé do Telhado ficar bom.
- Lá para o meio do Outono, tiro-lhe as talas - promete-me o veterinário.
Mas se ainda estamos em Agosto...

António Torrado escreveu
http://contosencantar.blogspot.com

Enquanto você não chega


Trancei cabelo de milho
enfeitei espiga com fita
colhi araçá no mato
coloquei roupa de chita
amassei morango
e guardei o sumo
para pintar
a boca da noite
a face do sol
a cor do arrebol
tudo vermelhar
e achei bonito
tanta festança
com a lembrança
do rosto teu
e se tivesse aqui
pegava o arco-íris
a bolha de sabão
e mais esse orvalho
com folha e tudo
para alegrar coração
como nova estação
de brinquedos
e de balão
para você chegar
para você ficar
para você me amar
e por isso sou feliz
e tudo que eu quis
foi cantar assim
essa cantiga doce
essa manga rosa
e esse sapoti
doce bem docinho
e tudo aqui
a esperar por ti.


Rangel Alves da Costa
Poeta e cronista
e-mail: rangel_adv1@hotmail.com
blograngel-sertao.blogspot.com

HINO DO NARANIÚ


naraniú o teu belo recanto
é um pedacinho do céu
suas terras que são banhadas
pelo rio são Miguel
que nos tras muitas riquezas
lugar doce como o mel

(coro)
Naraniú, Naraniú
quantas glórias tu nos dá
tenho muito orgulho em mim
de ser desse lugar (bis)

Naraniú terra fagueira
que São Caetano abençoou
as tuas águas tão doces
minha sede saciou
o doce amargo do teu nome
muito nos edificou

São Caetano, Mundo Novo e Socorro
Várzea Grande e a União
são Os sítios dessa terra
que nos enche de emoção
onde eu tenho bem guardado
no fundo do meu coração

terra da familia Leandro
Firmino e outras mais
Araújo e a Batista
são familias tradicionais
que foram edificadas
pelos seus ancestrais

a tua história é tão bonita
que atravessam as gerações
as tuas lutas e conquistas
estão dentro dos corações
de um povo apaixonado
que cultivam as emoções

Israel Batista

*Essa foi a primeira postagem do meu blog em 02/02/2010 aí se iniciava o meu blog já que hoje completas um ano de existência virtual

AS ROSAS


E assim tudo começa.
As rosas vêm ao mundo, crescem e surgem as rosas.
Rosas que espinham, rosas que dilaceram e enlouquecem os corações.

Rosas que definham, que se entristecem e até desaparecem por um amor que nem bem começa ou que surge, mas não fica.

Rosas que perfumam o universo, em meios aos raios de tantos sóis que, assim, assim, espalham-se ora fugazmente, ora suavemente, no seio de tantos jardins.

São tantas as rosas,
São tantas as vezes que me embriago de rosas,
Que não resisto a uma rosa.

São tantas as rosas...

(José Valdir Pereira)
Poeta varzealegrense

http://www.josevaldir.com