terça-feira, 2 de agosto de 2011

Louvor a Mayara Hevellyn


Mayara Hevellyn
Da minha Boa Vista
Está na lista
Das mais belas
E eu desejo à ela
Paz e felicidade
Porque na verdade
Ela tem o amor.

Sua beleza de esplendor
Nos conquista
E da sua Boa Vista
Ela é a rainha
E a alegria minha
É que agora é da cidade
Rainha de verdade
Que nos conquistou.

Israel Batista


*Poesia minha publicada no jornal periódico Folha de Mombaça no ano e 2003 quando essa jovem muito bela foi agraciada com o prêmio de rainha do município então eu aproveitei o ensejo e compus esse singelo poema e enviei par esse jornalzinho da qual foi publicado. então resolvi postar neste meu blog pra que ele se torne mais conhecido do povo que acompanha a blogosfera.


EU E ANTONIO FREIRE


Na fase de transição , entre criança e adolescência, em início de férias, viajei para minha cidade Várzea Alegre, ausentando-me dos canaviais do Recife, dos maracatus de baque solto e baque virado, os afoxés, as tubas dos frevos, das baronesas do Capibaribe. etc. Viajei de férias escolares, levando comigo , no meu bornal, a apreensão, hábitos e costumes, cultivados na zona da mata. Primeira experiência -viagem de trem, aportando em Cedro, e depois traslado de Jipe. Senti-me um viajor, turista, invasivo em cidade estrangeira. Mesmo sabendo que retornava depois de alguns lustros as minhas origens. Praticamente não conhecia a família e sendo recebido carinhosamente pelo mano Edvar Moreno. Assim, “mais cansado do que nunca”,esperava-me uma rede macia “tecida por mãos maternais”, armada corretamente no cantinho de um dos quarto, sim na da casa que nasci. Naquele lugar, senti-me agasalhado e protegido mais do que nunca. Adormeci embalado pelos sonhos maviosos de recordação; Sono profundo.
Ao alvorecer, passei a ouvir os clarins do galo. Em sucessivo, fui acordado, por uma figura celestial, de gesto humilde, compassivo, generoso, trazendo-me um copo de leite, morno, tirado de uma daquelas damas de leite que pastava no quintal. Tudo diferente no seu paladar, pois além da pureza do produto, extraído da fonte,continha o cheiro do homem-vaqueiro, tisnado pelo sol adusto, inclemente. Ele era adornado com uma barba branca e sorriso largo , chapéu na cabeça.
Só podia ser uma visão de um taumaturgo, asceta, pois como poderia explicar a magnitude desse gesto. Aquele “santo” homem, meus amigos, me brindava com a chegada, queria me fortalecer, me alimentar, e nisso simbolizava gesto de incomum fraternidade. Ora, como se pode admitir um reles adolescente, sendo acolhido por um senhor simples, de barba branca, de chapéu, chinelas de couro, curvando-se de generosidade, dando-me as boas vindas. Isto aconteceu por todo período que lá permaneci.
Refleti no tempo - - nessa relação fraternal não havia contabilidade, pretensão de remuneração, de contraprestação, até porque eu nada dispunha e sendo senhor do meu destino “somente as mãos e os sentimentos do mundo”. Diante desse quadro mavioso, tornei-me, perante a vida - um eterno devedor, continuo inadimplente, e permaneço infringindo as regras da natureza. Quanto é difícil e raro, adotar-se tamanha magnitude.
Hoje, tisnado pela maçaranduba do tempo, revolvo o passado, buscando o velho amigo - ANTONIO FREIRE, guardando dele eterna gratidão. Minha primeira lição escolar. Onde estará o meu protetor, a minha figura mítica, o guardião de nossa família, do meu pai, irmãos, notadamente de EDVAR MORENO e seus filhos, com que conviveu por longos anos. Não mais o encontro, aquele vaqueiro, agricultor, filho legítimo da natureza divina. A sua imagem rediviva permanece, molhando-me as vezes de lágrimas, que desce silente na “planura do rosto”..
Salve amigo - ANTONIO FREIRE DE VÁRZEA ALEGRE, você se encontra altivo, presente, no escrínio do meu coração. Obrigado por aquela expressão literal, de um trovador, de um agricultor, quando uma vez disse graciosamente : “ neste ano irei plantar uma roça que o anum não atravessa de um voo.”

Vicente Moreno Filho (Douglas)

*Foto ilustrativa do google

LANÇAMENTO DO LIVRO “ FRAGMENTOS PARA A HISTÓRIA DE VÁRZEA ALEGRE”


DATA DO LANÇAMENTO: 27 de outubro de 2011
LOCAL: CENTRO CULTURAL OBOÉ
Rua Maria Tomásia, 531 – Aldeota
Fortaleza-CE - Fone: 3264.7038

OBRA: A proposta inicial, como diz o próprio título é apenas trazer
“Fragmentos para a História de Várzea-Alegre”. O livro pode ser usado
como consulta ou mesmo ponto de partida para futuras pesquisas.
Considerando-se a dificuldade de contemplar todos os fatos e pessoas que
mereciam ser citados nesta obra, fez-se questionamentos sobre a
conveniência ou não de sua publicação. Ainda assim, fomos encorajados
pela ideia de que “É melhor o pouco no papel do que o muito no
esquecimento”.

Linda Lemos

PONTUANDO A VIDA...


O transcorrer de nossas vidas é um verdadeiro mar de pontuações. Elas decorrem do fato de sermos HUMANOS, essa condição que por muitas vezes nos fascina, também nos permite experimentar sensações únicas. Quem nunca acordou e se sentiu como um “.”? Das acentuações da vida, essa é a que devemos dedicar certa atenção, pois podemos decidir um belo dia que seremos “ponto parágrafo, ponto continuativo ou até mesmo ponto final”. É aquele dia em que você acorda, pronto para parar a sua correria diária e refletir, ou opta em continuar nessa correria desenfreada e por muitas vezes decide dar um basta nessa agonia.
Há dias que acordamos como “!”, tudo nos faz espanto, tudo parece ser grande, enfático, surpreendente. No final, tudo se revela maior que o real. Tem dias que somos verdadeiros “^” e “~”, fechados, sisudos, sérios. Mas, também podemos encarar e levar a vida como “´”, nesses dias, nos permitimos ser mais abertos, comunicativos.
Quando acordamos como “:”, a vida aqui nos sugere uma grande reflexão a cerca do que iremos dizer ou fazer.
Já quando acordamos, “,” a vida nos possibilita escolhas, algumas dessas decisões acabam por requerer um pouco mais de atenção, aí nos tornamos “;”.
Como poderia esquecer duas grandes pontuações da vida, as (”) e a “`”. Nestes dias, nos tornamos mais reflexivos, acordamos dispostos a dizer o que pensamos e como vemos o mundo. Buscamos auxiliar o nosso semelhante, a enfrentar a vida e alguns problemas que dela decorrem.
De todas as pontuações existentes e intrínsecas ao fato de sermos HUMANOS, simpatizo-me com a “?”, pois ela representa o lugar de querer aprender. Sempre seremos eterna ”?”... DEUS nos fez assim! Ele nos deu o direito ao livre arbítrio, atitude que só um Pai de verdade tem.
E nessa brincadeira de pontuar a vida, escolho ser sempre “...”, pois elas me dão condição de direcionar tudo o que sou, ou quero um dia ser.


Derlon Ribeiro
recebi via E-mail desse poeta baiano

Corsários de Gabinete


A ganância, talvez, é o que conserva
A vileza nas mentes mais vulgares,
Quais praxes imorais dos lupanares,
Que alimentam os laivos da caterva.

Os ganhos impudentes dos jantares
Açulam o apetite do proterva,
Cuja gula esfaimada o probo enerva
Na inversão dos ufanos populares.

E agigantam-se as deformidades
No estranho festival de amenidades
Fiado nessa imagem impune e crua

Que reflete a pilhagem dos corsários,
Embuçada ao torpor dos mandatários,
Cancro espraiado sobre a honra nua.

HAROLDO LYRA/CE–

O ETERNO REI DO BAIÃO


Já faz mais de vinte anos
Que o velho Lula morreu.
Da vida dos nordestinos
Nunca desapareceu.
Pois em cada canção
Cantou com o coração
O mundo que ele viveu.

E o Rei do Baião vive
Na boca de sua gente.
Tudo que ele gravou
Canta-se no presente.
Foi a voz do retirante,
Dos que estavam distante,
Foi o canto do ausente!

Luiz Gonzaga cantou,
Os costumes do sertão
Cantou beatas e santos,
Padre Cícero Romão,
Cantou o povo sua fé
O Santo de Canindé,
Cantou até oração.

Cantou também paro o papa
Cantou o cruel Lampião,
Lendas de cangaceiros
Que habitavam o sertão.
Cantou a mulher rendeira
E Sá Marica parteira
Costumes e tradição.

Cantou do vate Catulo,
Que no nome tem Paixão,
E digo com toda certeza
Que encantou seu torrão,
Com a mais bela cantiga
Que amor a terra instiga
Chamada Luar do Sertão.

Lua mostrou ao Brasil
Nossa nação nordestina.
Falou de chuva e de seca
Contando a nossa sina.
Cantou tristeza e alegria
Dum povo que contagia
Pois a ser forte ensina.

Cantou a fauna e a flora.
Do nosso seco sertão.
Mostrou o mundo inteiro
O amor pelo seu chão.
Asa branca contagiou,
E o povo todo cantou,
Este hino ao Sertão.

O querido rei caboclo.
Aclamado rei do baião.
Viverá eternamente
Em nossa recordação.
E será eternizado
Pois sempre será lembrado
Por toda nossa nação.

Quando o fole da sanfona,
Gemer em qualquer lugar.
E um forró pé-de-serra
O sanfoneiro tocar
Lembrarei de Gonzagão,
O nosso rei do Baião,
Majestade Singular!
.
Texto Dalinha Catunda

SÃO AS COISAS QUE EU FAÇO SEM GOSTAR



Viver liso e morar atrás da grade,
jantar leite de saco com biscoito,
trocar uma gatona de dezoito
numa velha de oitenta e seis de idade,
montar grande comércio na cidade
e mandar um ladrão gerenciar,
perguntar se o motel é pra rezar
e se a farmácia tem tripa pra vender;
do que a vida me impõe para eu fazer
são as coisas que eu faço sem gostar!

–LOURO BRANCO/CE

FUNDADA A ACADEMIA CEDRENSE DE LETRAS


Meus caros irmãos cedrenses, muito me honra a oportunidade de ingressar para os quadros da Academia Cedrense de Letras - ACL, entidade de grande importância para a difusão da cultura das letras.
A solenidade de instalação do sodalício da Academia Cedrense de Letras, aconteceu neste dia 27 de julho de 2011, no Palácio da Luz, sede da Academia Cearense de Letras, na cidade de Fortaleza.
Assumiu a presidência da ACL, com aprovação de todos os membros, o senhor Cândido Bezerra da Costa Neto, conhecido no mundo das letras, poeta e escritor, um dos homens de privilegiados conhecimentos culturais.
Como vice-presidente, assume o escritor João Gonçalves de Lemos, também de notória e expressiva atenção às letras e à cultura.
Das 40 cadeiras destinadas aos imortais de ACL, 34 já estão ocupadas, restando 6 cadeiras, que serão ocupadas na grande reunião que acontecerá em Cedro, no mês de outubro de 2011.
Agradeço aos amigos e conterrâneos que compareceram à solenidade de posse da Academia Cedrense de Letras, em Fortaleza, prestigiando o grupo de imortais da academia que muito fará pela divulgação da nossa terra e da nossa cultura.


Membros da ACL:

01 - Abianto Valdivino Leite (César do Acordeon)

02 - Antonio Bitu dos Santos (Dr. Bitu)

03 - Antonio Oliveira da Silva (Oliveira do Ceará)

04 - Antônio Rosemberg de Moura (Rosemberg Cariry)

05 - Cândido Bezerra da Costa Neto (B C Neto)

06 - Francisco Edson Reis Dias Bezerra

07 - Francisca Esmeraldina Bezerra

08 - Francisco de Assis Clementino Ferreira (Tizim)

09 - Francisco Barros Alves (Barros Alves)

10 - Francisco Nilson Alves Diniz (Dr. Nilson)

11 - Geraldo Alves de Sales (Geraldinho)

12 - Geraldo Amâncio Pereira

13 - Irapuan Diniz Aguiar

14 - Jarbas Oliveira

15 - Jevan Siqueira Paiva

16 - Joan Edesson Oliveira

17 - Joan Marques

18 - João Gonçalves de Lemos

19 - João Viana de Araújo

20 - José Bezerra Viana

21 - José Carlos de Albuquerque (Dr. Zé Carlos)

22 - José Erivan Oliveira (Zerivan)

23 - Josélia Medeiros

24 - José Tomás de Aquino (Zé de Manu)

25 - Luis Gonzaga de Moura Junior (Dr. Luiz Junior)

26 - Luiz Teixeira

27 - Paiva das Neves

28 - Rivamoura Teixeira

29 - Suetônio Mota

30 - Ubiratan Diniz Aguiar

31 - Vânia Dutra

32 - Sávio Pinheiro (Dr. Sávio)

33 - Péricles Araújo Silva

34 - Maria Eunice Lemos

Doutor Nilson Diniz

Amigo pessoal


João 14:1-7

…onde eu estou, estejais vós também. —João 14:3

Salmos 60-62
Romanos 5

Há alguns anos, fiz exames para detectar um câncer e estava nervoso à espera do resultado. Minha ansiedade aumentou quando pensei no fato de que embora a junta médica fosse bem treinada e extremamente competente era composta por estranhos que não tinham qualquer relacionamento comigo.

Porém, após acordar da anestesia, ouvi o lindo som da voz de minha esposa: “Que bom, querido, eles não encontraram nada.” Olhei para o seu rosto sorridente e senti-me confortado, pois precisava da certeza de alguém que me amava.

Existe uma certeza semelhante para todos aqueles que têm confiança em Jesus. Os cristãos podem receber conforto ao saber que quando acordarem no céu, alguém que os ama — Jesus — estará lá.

Um livro de orações expressa esta esperança cristã: “Após acordar, meu Redentor, me levantará; e em meu corpo verei a Deus. Eu mesmo o verei, e meus olhos contemplarão aquele que é meu amigo, e não um estranho.”

Você tem algum tipo de problema para encarar a morte? Jesus prometeu estar lá quando partirmos deste mundo para o próximo. Ele disse: “…onde eu estou (céu), estejais vós também” (João 14:3). Que conforto para os cristãos saberem que após a morte seremos acordados por nosso Amigo pessoal.

Ver Jesus será a maior alegria do céu.
2 de agosto de 2011

Dennis Fisher

Publicado Nosso Andar Diário / Nosso Pão Diário 3º trimestre de 2011

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

A espera


Para viver agora agosto
Sem desgosto
Mas, sem ver teu rosto
Qual o gosto?

Rosemary Borges Xavier