
a pitonisa passa em brisa envolta
e toda prosa insípida e sem pejo
empolga-se entre beijos rédea solta à verve
e posa de poetisa(ah, esses haustos do outono)
após o que aplausos vivas palmas
plausíveis da plebe sensível
pesa à cena toda(ah,roda obscena e piegas)
o périplo dos prazos e das penas
sabe onde não pisa, quem tem pressa?
dânae em seu cofre de crises possa dize-lo
insípida entre as lebres mais risíveis
e plena das demandas de reprises
e dona das certezas infelizes
em brisa envolta passa a pitonisa
Israel Rozário
Publicado no Recanto das Letras em 13/10/2010

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