domingo, 21 de agosto de 2011

ELEGIA DE CANUDOS


Jagunços mutilados pelas armas
Boiam nas águas do vaza-barris.

Nos becos do Arraial rondam
Fantasmas
Expulsos pelas balas dos fuzis.

Solidão nas igrejas e nos sinos
Cabeças degoladas pelas facas.

Mães se abraçam aos corpos dos meninos
Espetados nas pontas das estacas.

Madrugadas de sangue assusta os galos...
O arraial desmorona à luz das velas.

Sai dos grotões uma rajada súbita
Que arrebenta as aldravas das janelas.

Uma salva de tiros à republica
Em louvor dos heróis e seus cavalos.

Francisco Carvalho

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