
Cai na estrada do tempo a mocidade
E vai seguindo pela vida afora
Iludida, correndo pela aurora,
Sem receio da noite, eis a verdade!
Cheia de sonhos pela própria idade
Nem vê que a vida é que se vai embora
No escoar do tempo, no bater da hora...
E os sonhos vão ficando na saudade!
Quando enfim se dá conta é sol poente!
Que correr, porém presa ao vil presente,
Vê que a vida passou ali do lado!
E depois, lá na esquina do futuro,
Restam cacos dispersos no monturo
De tudo que sonhou no passado!
R. B. Botero
















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