segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

HOMENAGEM A RECIFE




Da espuma do mar o Recife nasceu
Do sangue de heróis, sobre a pedra
Sagrada, se embebeu.
Do gado e do açúcar seu trono forjou
E a mata e o sertão governou.
Primeiro, apareceu Bento Teixeira,
Cantou o mar azul e a branca areia,
O arrecife. O veio prateado,
 E o sol brilhando com sua candeia.
Depois foi o rubi de Camarão
Contra o azul e o ouro de Nassau
E o diamante negro dos Henriques,
Topázio do moreno André Vidal.
E assim, entre os combates do Recife,
Foi o Nordeste sendo consagrado:
No sangue é que se tece esta coroa
Por isso ainda hoje é o Recife
A capital deste Nordeste inteiro:
E é reino para o povo brasileiro.
Manuel Bandeira canta a sua Aurora,
A Rua da Saudade e da União.
Joaquim Cardoso vê abrir-se, ao sol,
O leque aceso, cauda do pavão.
E finalmente o nosso Carlos Pena
Canta o sangue da águia e o
Olho do sol do seu Leão.

Ariano Suassuna


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